22 de outubro de 2015

Gato Fedorento diz que Isso É Muito Bonito Mas...foi "divertido" mas "exigente" e não confirma regresso

"Nós divertimo-nos imenso a fazer aquilo, como aliás, é costume. É muito lisonjeiro que haja interesse da TVI". É um balanço positivo, aquele que Ricardo Araújo Pereira faz de Isso É Muito Bonito, mas..., a rubrica do Jornal das 8 exibida entre 14 de setembro e 9 de outubro, que levou o humor às legislativas e que marcou o regresso dos Gato Fedorento à TV após seis anos de ausência (embora sem Tiago Dores). "Aquilo só se aguenta porque é divertido estarmos juntos. A nossa vida era chegar às 09.00 à TVI, estar lá até ao final do programa, tirar fotografias com o público, chegar a casa às 22.30 e ainda dar uma vista de olhos nas notícias para saber se apanhamos alguma coisa. Sei que os mineiros sofrem mais, mas isto é complicado. Sobretudo num trabalho criativo, que implica ter a cabeça fresca para o dia seguinte. Fazer isto com uma equipa que se dá mal seria mais complicado", conta ao DN o humorista.
Sobre as figuras da política que recebeu em estúdio, entre eles os líderes dos partidos parlamentares - à exceção de Passos Coelho -, conta: "Os convidados iam, sem dúvida, mais bem preparados do que eu. Fala-se no programa como uma mistura de informação com entretenimento, e não tenho intenção de me defender dessa acusação - até porque não há nada para me defender -, mas as perguntas que nós fazemos àquelas pessoas são questões políticas. Podem dar vontade de rir, é esse o objetivo - serem uma piada com um ponto de interrogação no fim -, mas ninguém vai lá para responder a perguntas como "Quais são os seus hobbies?" ou "Como é que se chama o seu gato?". Nesse sentido, parece-me que, às vezes, há noticiários sérios que fazem mais entretenimento do que nós", refere Araújo Pereira.
O comediante de 41 anos destaca ainda dois convidados. "O ministro Poiares Maduro é um homem inteligente e isso nota-se muito. É muito evidente que é um senhor que é esperto. E também o professor Marcelo. A TVI, está, basicamente, tramada. É muito difícil substituir o professor Marcelo. Com ele, era ligar a câmara e deixá-lo falar. É um espetáculo bastante exuberante", diz.
Questionado sobre se aceitaria um convite da TVI para preencher o espaço de comentários deixado vago pelo candidato presidencial há quase duas semanas, aos domingos à noite, o humorista é peremptório: "Não poderia fazê-lo. Está fora de questão. O professor Marcelo era um comentador político, o que eu faço é comentário humorístico, o que é bastante diferente", atira.
Quanto ao futuro dos Gato Fedorento no pequeno ecrã, ainda não há certezas. "Nós continuamos com o interesse da TVI para prosseguirmos, mas nesta fase temos que descansar um bocadinho", explica o humorista, não confirmando se Isso É Tudo Muito Bonito, mas... poderá regressar no início do ano, para acompanhar as presidenciais. "Vamos ver. Nos EUA, um formato deste tipo passa de segunda a quinta-feira, dura 20 minutos e tem uma equipa de cem pessoas. Nós éramos três a escrever, também fazíamos a pesquisa e tínhamos três estagiários da TVI que nos ajudavam, mais o Vítor Moura Pinto, e ainda um produtor. É muito exigente. Não vamos pensar nas presidenciais. Temos tempo. O essencial é que foi ótimo", acrescenta o rosto do quarteto humorístico, que esteve ontem na apresentação dos menus dos chefs Justa Nobra, Kiko, Luís Barradas e Vítor Sobral para a 1.ª edição do Jantar do Ano, que decorre a 7 de novembro no Convento do Beato.

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