19 de setembro de 2015

Passos Coelho perdeu a oportunidade de falar a mais de um milhão de telespectadores. Ir aos Gato é sinónimo de boas audiências.


É essencialmente divertido e chega-se a uma audiência diferente, num registo também diferente. Com pitadas de auto-ironia. É assim que entre os partidos parlamentares se assume a presença no programa em que a política é sentada no banco do humor. Isto é tudo muito bonito, mas (assim se chama o programa) marca o regresso dos Gato Fedorento à televisão, num formato em que Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela e Miguel Góis voltam a esmiuçar os dias de campanha. De fora ficou Pedro Passos Coelho, o único a recusar-se a participar.
Há uma fraca tradição de late night shows na televisão portuguesa, sobretudo no campo do humor - nos EUA, os programas multiplicam-se e são diários, não se reservam apenas para momentos eleitorais, como por cá: em 2009, os mesmos protagonistas registaram as peripécias da campanha em Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Talvez por isso, os políticos acabem por não ficar tão à vontade no fato que lhes vestem.

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