11 de março de 2013


Os dois foram recebidos com muitas palmas e entusiasmo pelas centenas de alunos e professores da Escola Portuguesa de Macau, que encheram um ginásio para ver, ouvir, rir e questionar os humoristas, cujo trabalho acompanham, a milhares de quilómetros de distância, através da televisão, da Internet e dos livros.
Outrora professor e aluno - já que Rui Zink deu aulas a Ricardo Araújo Pereira num curso de escrita criativa que este frequentou nos tempos de faculdade -, os dois humoristas reencontraram-se em ambiente escolar, desta vez como colegas de profissão, para explicar aos fãs mais pequenos o que os fez enveredar pela arte de fazer rir e o sucesso que alcançaram.
Ricardo Araújo Pereira explicou que "não há uma escola para se ser humorista" e que o seu processo criativo "é só trabalho", sendo a sua família e as situações a que assiste no dia-a-dia uma grande fonte de inspiração.

"Acho que faço isto por causa da minha avó, para quem a viuvez era o fim da vida e, sendo a pessoa mais importante da minha vida, a ideia de a fazer rir era uma coisa que levava muito a sério", disse.
O humorista não se considera um actor, salientando que "o facto de interpretar os [seus] textos em público é um acidente" e que "natural é estar em casa a escrever".
"Mas faço o que faço porque me pagam e gosto de ver o efeito disso nas outras pessoas", acrescentou.

Para Rui Zink, que deverá lançar no fim do ano uma nova novela, "existe essa coisa da inspiração, mas que não é controlada", tendo a escola um papel importante "para disciplinar, controlar e ensinar, porque a imaginação sem controlo é como pôr plutónio nas mãos de uma criança norte-coreana", parodiou.

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