2 de fevereiro de 2013

Foi em 2010 que aceitou o convite da FEC para apadrinhar os Presentes Solidários. Encontrámo-nos com José Diogo Quintela no Jardim da Estrela, local do seu agrado e da sua infância, para gravar o testemunho de apadrinhamento das Alfaias Agrícolas, Presente para a Guiné-Bissau. Partilhamos parte dessa conversa animada. 

e-NCONTROS
O que pensa desta campanha?

José Diogo Quintela (JDQ)
Este trabalho é inacreditável porque continua ao longo dos anos a ser feito da mesma forma profissional (toca o sino da Basílica da Estrela)...olha, toca o sino...(sorrisos). Esta campanha continua ao longo dos anos a ser feita com muito profissionalismo. Apesar de estarmos a falar de solidariedade a maneira como é feita, de forma profissional ajuda certamente a obter melhores resultados e a chegar a mais gente. E a forma como não desistem numa altura em que é mais difícil obter resultados com acções deste tipo a FEC mantem-se, não desiste.

e-NCONTROS 
Este ano não apadrinha um presente com um animal...

JDQ 
Com grande pena minha (risos) este ano calharam-me alfaias agrícolas par a Guiné mas também é um presente que eu acho muito interessante não sendo um animal como um porco, o ano passado queria ter apadrinhado o porco, até hoje continuo magoado por não ter apadrinhado um porco...mas tudo o que são instrumentos para trabalhar no campo despertam a criança que há em mim porque no fundo este presente serve para bater com paus (risos). Agora fora de brincadeiras é impressionante como nós estando aqui em Lisboa, no Jardim da Estrela não temos bem noção de como as alfaias é útil e essencial à sobrevivência de alguém na Guiné-Bissau...dá que pensar.

e-NCONTROS
Esta campanha aproxima dois mundos muito distantes?

JDQ 
Sim, os Presentes Solidários são uma janela para quem vive em Portugal poder ter um bocadinho a noção de como se vive noutros países onde o significado de carência é completamentamente diferente, não digo que não haja carências em Portugal, hoje sabemos que até há muita, mas a carência que existe na Guiné é a outro nível, um nível mais profundo e mais grave. Bem sei que isto não serve de compensação isto é, por nós estarmos aqui e sabermos que alguém está pior não nos faz sentir melhor mas ajuda a por em perspetiva o verdadeiro significado de carência.

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