7 de maio de 2012


Publicamos tal como recebemos de um leitor do blog/site, este manifesto de um Pai deste país.
Desta feita trata-se de um pai de um filho talentoso e famoso, o Ricardo Araújo Pereira, mas que nem por ser pai de um filho talentoso e famoso, quer deixar de partilhar o seu veemente repúdio pelas escandalosas políticas seguidas pelo governo em exercício.
O nosso aplauso, e, se isto continuar assim, acredite que terá incontáveis seguidores para o seu MANIFESTO.
Sem mais delongas aqui fica o MANIFESTO:

******************************************************
Não sou Funcionário Público, mas o Estado trata-me como se eu o fosse, enquanto REFORMADO.

Dizem que os Reformados não têm poder de contestação, que de nada lhes serve tomar uma atitude contestatária (uma GREVE deles é inconsequente por não afectar nada nem ninguém).

Eu não estou de acordo! E como tal, decidi tomar uma posição que traduzo no seguinte:
MANIFESTO (assinado por Álvaro Araújo Pereira (pai do Ricardo)
Considerando:

1. Que me foram retirados o 13º e 14º mês até 2018;

2. Que me reduziram a Reforma para a qual fiz descontos milionários durante uma vida de trabalho;

3. Que me foram aumentados os descontos para o IRS, o IMI, no Consumo de Electricidade, da Água e do Gás, para a “Compensação aos Operadores” respectivos (EDP, Tejo Energia e Turbo Gás), nos Combustíveis, para o Investimento das Energias Renováveis, para ocustos da Autoridade da Concorrência e da ERSE, na Alimentação, na taxa de Esgotos, para a Utilização do Subsolo, para a Rádio, para a Televisão, para a TNT, para a Harmonização Tarifária dos Açores e Madeira, Rendas de Passagem pelas Autarquias e Munícipes, para o auxílio social aos calões que recebem indevida e impunemente o RSI (Rendimento para a Inserção Social), para pagamento dos cartões de
crédito de políticos, para as portagens nas SCUTS e aumento nas auto-estradas, para a recuperação de BPNs, para que os Dias Loureiros, os Duartes Limas, os Isaltinos de Morais e quejandos depositem as minhas economias em nome deles em offshores, para as novas taxas de Apoio Social, para as remodeladas Taxas de Urgência nos Hospitais Civis, para as asneiras provocadas pelas ideias megalómanas de políticos incompetentes que criaram auto-estradas sem trânsito, para as Contrapartidas e Compensações a Concessionários de diferentes estruturas, para pagamento das dívidas às Parcerias Público-Privadas durante 50 anos ou mais, etc., etc., etc., tudo recheado com 23% de IVA (por enquanto);

4. Que, cada voto que um cidadão deposita na urna eleitoral, para além de pôr no poleiro os espertalhões que os (se) governam, representa um óbolo igual a 1/135 do salário mínimo nacional (actualmente em €485,00) a reverter para os seus cofres (1 voto = €3,60), a que
acrescem as subvenções às campanhas e verbas para os grupos parlamentares. (Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais: Lei n.º 19/2003, de 20 de Junho, com as alterações introduzidas pelo Decreto-lei n.º 287/2003, de 12 de Novembro
(Declaração de Rectificação n.º 4/2004, de 9 de Janeiro), Lei n.º 64‐A/2008, de 31 de Dezembro1 e Lei n.º 55/2010, de 24 de Dezembro).

5. Que esse valor é atribuído pelos quatro anos de legislatura, o que significa entregar aos partidos votados o quadruplo dessa importância (€14,40), atingindo uma despesa superior a 70 milhões de euros; Fonte:http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1231653&page=-1;

6. Que, no caso dos votos em branco ou nulos, essa valia é distribuída por todos os partidos concorrentes às eleições;

7. E que, se eu me abstiver de votar, não há montante a ser distribuído pelos partidos concorrentes às eleições,

Eu, ARTUR ÁLVARO NEVES DE ALMEIDA PEREIRA, cidadão de pleno direito, com o BI 1158208 e o NIF 121934322, com todos os impostos pagos e ainda credor do Estado por taxação indevida e não devolvida em sede de IRS, embora prescindindo de uma liberdade coarctada durante quase 40 anos e restituída em 25 de Abril de 1974, decido que, dependendo do
cenário político-económico, meu e do meu país, entrarei em

GREVE DE ELEITORADO, e SUSPENDO O MEU DIREITO DE VOTO ATÉ 2018!
-------------------------------------------------------------------------------------------
Fiquem bem,

5 comentários:

Anónimo disse...

Alvaro, faço minhas as palavras elequentes e sentidas do manifesto, farei greve de eleitorado, suspendo o meu direito de voto até 2018! ( sempre se poupa algum...)
Uma fã do Ricardo. H.Felgueiras (João Carlos Lima)

Anónimo disse...

Plenamente de acordo com todas as suas razões (também sou Reformada...), mas não me parece que não votar resolva nada (além de poupar uns euros!). Deixa então nas mãos de outros a escolha do Governo? talvez seja melhor juntarmos forças e tentarmos eleger quem governe melhor. A esperança é a última a morrer e nunca gostei de deixar cair os braços... por pouca força que tenham! Maria do Carmo

francguerr disse...

A única arma que a elite política (estes carreiristas todos que foram mencionados no memorando anterior) AINDA NÃO USURPOU DE TODOS NÓS, cidadãos sérios e ideologicamente sociais saídos da fartura anestesiante dos anos 80, foi precisamente A LIBERDADE ABSOLUTA DO ESCRUTÍNIO NO QUE ELE REPRESENTA DE MELHOR: a oportunidade democrática e legítima de fazer pela mudança!!!!
Com todo o respeito Sr. Álvaro Araújo Pereira, o meu silêncio é que eles não levam... LEVAM ISSO SIM COM O MEU VOTO DE REPÚDIO E TUDO O MAIS QUE AINDA ME PERMITE A DEMOCRACIA CIDADÃ CONQUISTADA COM O 25 DE ABRL DE 1974!!! Cumprimentos sinceros

Anónimo disse...

Caro Sr. Araújo,
Vou perguntar ao porteiro dos Serviços de Segurança o que ele acha que eu deva fazer. Se ele concordar consigo eu também não votarei.
É certo que são elevadas as probabilidades que em 2018 já esteja no céu e só de véu (por razões geoestratégicas troco a tanga pelo véu).
Volto para assumir que sou funcionária pública. Sem qualquer orgulho, como de resto se pode imaginar.
Força nas canetas camarada!!

Anónimo disse...

ILUSÃO!!!! Ainda pensa que o seu voto decide alguma coisa?!? Um (1) voto tem um peso na votação final de 0,00000017893588262092397479580731754713%!!!! Sabe o que isso representa em termos de decisão? NADA! Se você não votar, as percentagens de cada partido ficam NA MESMA!!! O seu voto é INSIGNIFICANTE para a decisão final!! Mas em termos financeiros, o seu voto vale de facto €14,40!! E se houver um milhão de portugueses a deixar de votar, significa uma redução efectiva do montante gasto pelo Estado (isto é, os contribuintes: NÓS!) de catorze milhões e quatrocentos mil euros! (Nas últimas eleições Legislativas votaram 5.588.594
portugueses) Por outro lado, qual é a diferença entre um partido ou outro?!? Acorde para o mundo real! VAMOS TODOS SUSPENDER O NOSSO DIREITO DE VOTO até os políticos entenderem que devem governar para o POVO e não para os seus "amigos"!!!! Pensando melhor: Nós devemos estar loucos!! A Bélgica esteve cerca de 18 meses sem Governo de partidos politicos e foi a economia europeia que mais cresceu!! http://acincotons.blogspot.pt/2011/11/belgica-sem-governo-e-das-que-mais.html PARA QUE PRECISAMOS NÓS AFINAL DE POLITICOS?!?!?

Com tecnologia do Blogger.

Follow Me