18 de agosto de 2009

Os "Gato fedorento" voltam ao ataque já a partir de meados do próximo mês. A classe política que se cuide, pois a tónica do programa, cuja referência será o mítico "Dailly show", será um humor cáustico a versar o período eleitoral.


Eis que após uma ausência considerável nas lides do pequeno ecrã, o quarteto de humoristas mais famoso do país está de regresso. Já em Setembro, e alojado na antena da SIC, arrancará o novo formato dos "Gato fedorento", o qual, mais do que nunca, terá como alvo preferencial um ataque mordaz aos políticos portugueses, não estivesse o país à porta das eleições legislativas e autárquicas.

Ao que o JN apurou, o conteúdo será diário, sendo que Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis, terão ido beber inspiração a uma fonte chamada Jon Stewart. Ora quem mais, senão aquele que conduz o mítico "Daily Show" por terras do tio Sam, para decalcarem estilo e abordagem, preservando, naturalmente, o cunho singular que é apanágio dos "Gato".

E se os comediantes de Carnaxide voltam à antena, os "Contemporâneos", da RTP, saem de cena por uns tempos. Tudo indica que leque de humoristas formado por Nuno Lopes, Bruno Nogueira, Eduardo Madeira, Carla Vasconcelos, Dinarte Branco e Nuno Markl, irão retornar à grelha da RTP, apenas em Janeiro de 2010, em virtude da prossecução de projectos paralelos próprios e de cariz individual.


Saliente-se que durante a ausência televisiva dos "Gato fedorento" a equipa de quatro, além de retiros de descanso, investiu em lançamentos de CDs e DVDs. O último, por sinal bem recente, contempla a série "Barbosa", incluindo ainda o especial de fim-de-ano levado a cabo pelo grupo.


Gizado este projecto "em fase de produção", de acordo com fonte próxima, o programa estender-se-á no ar até Outubro. Vários "sketches" satirizando a classe política portuguesa, adivinham-se no alinhamento preconizado.


Recorde-se que algumas das rábulas dos "Gato Fedorento" a versar políticos foram as que mais êxito obtiveram. Tome-se como exemplo o boneco de Marcelo Rebelo de Sousa, vestido por Ricardo Araújo Pereira, a propósito da polémica sobre a despenalização do aborto que vigorava na ordem do dia em virtude do referendo.

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