14 de agosto de 2009

Há coincidências felizes, no Dia Mundial do Riso a Biblioteca da ESA recebeu o mais mediático humorista da actualidade – Ricardo Araújo Pereira.
Este encontro foi promovido pelo Departamento de Língua Materna em parceria com a Biblioteca da ESA, actividade inserida no Projecto de Leitura Contratual das turmas B, C ,F,G e I do 10ºAno, da professora Fernanda Lamy.




Foi diante de uma plateia curiosa e vibrante que Ricardo Araújo Pereira começou por fazer um breve resumo da sua biografia. Sem tiques de vedeta, com serenidade e espontaneidade, confidenciou-nos que desde muito cedo quis ser escritor, porém os pais achavam que ninguém pode viver da escrita mas o futuro veio provar o contrário!...
Frequentou as aulas de escrita criativa com o professor Rui Zink e foi assim que começou a dar os primeiros passos.


Contou também, que sempre se sentiu atraído por aquilo que leva as pessoas a rir, o modo como riem, a contracção dos músculos, a expressão facial despertaram nele um especial interesse que procurou descobrir, desenvolver e aprofundar ao longo dos anos. Na infância começou por fazer rir a avó (uma das pessoas mais importantes da sua vida!) que lhe dizia:”Não tens piadinha nenhuma!”, certo é que hoje faz rir e/ou reflectir um país inteiro!...





Assumiu com frontalidade que nunca teve jeito para representar e que na escola, quando se tratava de peças de teatro era o último a ser escolhido. Ricardo a sua veia teatral desabrochou substancialmente, pois nós não nos esquecemos dos seus sketches imitando: Scolari, o professor Marcelo Rebelo de Sousa e ainda o nosso Primeiro-ministro.
Fez referência ao seu trabalho como guionista das “Produções Fictícias” e explicou em que consiste o trabalho do humorista que segundo ele”deve olhar para as coisas como se fosse a primeira vez, com um olhar diferente tal como uma criança.” Realçou ainda que se serve da “sua fulgurante imaturidade” para escrever.


Foram muitas as perguntas que os alunos colocaram ao Ricardo e ele respondeu a todas, intercalando as respostas com histórias que vinham a propósito e claro está que não faltaram as anedotas que deliciaram os presentes.
Oportunamente, Ricardo Araújo Pereira aguçou a curiosidade dos nossos alunos, despertando-os para a leitura. Disse que na adolescência leu muito e continua a ler.
Tendo sido questionado sobre os seus escritores favoritos nomeou: Miguel Esteves Cardoso, Shakespeare, José Saramago e Lobo Antunes. Prosseguiu, deambulando por obras e autores, falando, ora em tom sério ora em tom de brincadeira com os tais “olhos de humorista.”




Com tempo e disposição para alguns autógrafos!


Fez referência à escrita de Lobo Antunes onde os leitores deduzem tudo sem que o autor lhes diga nada, recordou as primeiras páginas do Memorial do Convento de José Saramago, destacando as preocupações do rei em relação à descendência e relembrou-nos o sobrinho interesseiro e a tia beata da obra Queirosiana: A Relíquia. Que interessante ouvir falar assim de literatura!...
Sendo um benfiquista ferrenho, Ricardo Araújo Pereira contou-nos um pequeno episódio da sua vida, onde convenceu os pais a dar boleia a Eusébio da Silva Ferreira (seu ídolo) até ao aeroporto, rematou dizendo: “os meus pais não se aperceberam que nesse dia levaram no carro um ser divino”.



Este feliz encontro com Ricardo Araújo Pereira terminou com uma sessão de autógrafos e fotografias onde o Ricardo se mostrou muito disponível e bastante fotogénico.
À semelhança de Gil Vicente dos tempos modernos, Ricardo Araújo Pereira conseguiu através do seu livro: Boca do Inferno dar vida à máxima: “A rir castigam-se os costumes.”

Por fim assinando o livro de honra da Escola.









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