14 de novembro de 2015


Cristiano Ronaldo é o dono do comando da Meo que se segue a Ricardo Araújo Pereira (RAP). Mas não só.


Ricardo Araújo Pereira passa hoje o comando do Meo ao “melhor do mundo”. O anúncio que já está nas redes sociais mostra o humorista a anunciar que chegou a hora de passar o comando da marca da PT Portugal e surge no mesmo dia em que a Altice, os donos do Meo, anunciou um acordo com Cristiano Ronaldo.
O jogador do Real Madrid e capitão da Seleção Nacional vai dar a cara pelas marcas da Altice nos oito países onde o grupo francês está presente, incluindo França, e mais tarde EUA.
Chega assim ao fim a relação do humorista dos gato Fedorento, que teve início em 2006, primeiro com os quatro membros do grupo humorista para o lançamento do Meo e mais recentemente apenas com RAP. O contrato com o humorista terminava no final do ano.
A Partners a agência da PT Portugal assina a criatividade da campanha. As futuras campanhas que com Ronaldo chegarão em breve e, segundo comunicou a PT, serão trabalhadas atualmente pelas atuais agências de publicidade das empresas locais.


27 de outubro de 2015

Ricardo Araújo Pereira (Lisboa, 1974) e Luís Fernando Veríssimo (Porto Alegre, 1936) debateram ideias sobre o humor, com moderação de Nuno Artur Silva, no Fólio – Festival Literário Internacional de Óbidos. Foi a “Mesa de Autores” (6ªfeira, dia 23) com maior assistência do Festival.


O cronista brasileiro confessou vir preparado para falar de comida, mas só tardiamente percebeu que esse não era o tema da mesa. Já Ricardo Araújo Pereira disse que tinha aceitado participar no Festival para poder ouvir Luís Veríssimo sem ter de ir para a bilheteira.
Sobre comida, o humorista português afirmou que gosta de pratos que podem ser descritos por uma palavra só, como “Bacalhau”, “Cozido”, “Chanfana”. Hoje vê-se nos restaurantes pratos que precisam de várias linhas para serem definidos. “Descrevem uma série de processos que fazem com que eu sinta não ter habilitações literárias para comer aquilo.”
E aconselhou, num acto de antropofagia, que se “comesse” Luis Fernando Veríssimo, declarando assim a sua admiração pelo colunista brasileiro. Algo que foi prontamente desaconselhado pelo pelo próprio. A sua carne, segundo o humorista brasileiro, já não era assim tão tenra devido aos seus quase 80 anos.
Entre constantes tiradas humorísticas, Ricardo Araújo Pereira definiu-se como “ um tipo que escreve piadas”. “Gosto de ver aquilo que acontece a uma pessoa quando ela se ri”, afirmou.
A “convulsão” que o ouvinte tem, sem o humorista lhe tocar, implica arte. Essa capacidade de fazer rir advém de muito trabalho. Ricardo Araújo Pereira recusa a hipótese de se nascer com um dom; ao invés, acredita ser possível aprender as técnicas que possibilitam fazer rir.
Um humorista tem um olhar de criança sobre as coisas, sobre os pormenores. É uma observação de filigrana. A mesma história pode ser uma tragédia ou uma comédia. A distância temporal também é essencial para o humor. Conseguimo-nos rir, anos depois, de algo que nos aconteceu e que nos transtornou nesse momento.
Luís Fernando Veríssimo considera-se mais depressivo do que humorístico. “Eu não sou um humorista espontâneo”, declarou. É consequência de muita técnica aprendida ao longo dos anos. Quando escreve, o seu objectivo é, principalmente, tornar a leitura agradável.
E qual o poder do humor?
Segundo o elemento dos “Gato Fedorento”, o humor não triunfa sobre coisa nenhuma. O humor diminui o medo, principalmente o medo principal: o da morte.
O autor brasileiro lembrou o hipocondríaco que, no leito de morte, deixou o seu epitáfio: “Eu não disse?”
A morte, para Veríssimo, é a maior piada de todas. Deus é humorista. Dá-nos tudo e depois mata-nos. Só pode ser uma piada.
No campo político, a sua intervenção durante a ditadura brasileira obrigou-o a ser inventivo e a usar muito a metáfora. Disso advinha a satisfação de saber que não o conseguiam calar totalmente. “O humor mantém o senso crítico nas pessoas”.
A crítica política tem estado muito presente no trabalho de Ricardo Araújo Pereira, mas o humorista não vê nos seus “sketches” importância suficiente para definir uma eleição. “Tentar intervir politicamente através de piadas é como tentar construir uma ponte com doçaria conventual. Não funciona.”
Um dos “sketches” mais famosos dos “Gato Fedorento” foi a imitação de Marcelo Rebelo de Sousa protagonizada por Ricardo Araújo Pereira, a propósito do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.
“No fim do referendo, houve analistas que disseram que o nosso sketch tinha tido uma importância decisiva no resultado. Não tenho a certeza. Primeiro, posso garantir que não o fiz para ter influência. Fi-lo porque achei que tinha graça. Segundo, era impossível prever se ia ter e que influência teria. (…) Um lindo dia de sol no dia nas eleições pode ter influência. Isso não significa que o sol esteja a fazer política. É um exemplo bom para mim por comparar-me com o astro-rei”
Ainda segundo Ricardo Araújo Pereira, o “Daily Show” (EUA), de John Stewart, fez muita sátira política a George W. Bush. Isso não pediu que o Republicano ganhasse. Duas vezes.
Os humoristas portugueses estão mais atentos aos humoristas americanos e brasileiros do que aos europeus, mas diferenças entre Portugal e Brasil existem e podem fazer grande diferença. Ricardo Araújo Pereira sente-se mais confortável a improvisar em língua inglesa do que, estando em terras brasileiras, em Português do Brasil.
Segundo Luís Fernando Veríssimo, Portugal tem um português “meio espremido” por causa do espaço. O Brasil tem um espaço enorme. Isso permite que se explane.
Nuno Artur Silva recordou a frase de Agostinho da Silva: “o brasileiro é o português à solta”.
Dois humoristas de excelência pertencentes a gerações diferentes e a continentes distantes não defraudaram as elevadas expectativas.
O público encheu o espaço da “Tenda de Autores” para ouvir o diálogo entre os dois. A julgar pelas ruidosas gargalhadas, deu o dinheiro pago pelo bilhete (5 euros) por bem investido. 

22 de outubro de 2015

Gato Fedorento diz que Isso É Muito Bonito Mas...foi "divertido" mas "exigente" e não confirma regresso

"Nós divertimo-nos imenso a fazer aquilo, como aliás, é costume. É muito lisonjeiro que haja interesse da TVI". É um balanço positivo, aquele que Ricardo Araújo Pereira faz de Isso É Muito Bonito, mas..., a rubrica do Jornal das 8 exibida entre 14 de setembro e 9 de outubro, que levou o humor às legislativas e que marcou o regresso dos Gato Fedorento à TV após seis anos de ausência (embora sem Tiago Dores). "Aquilo só se aguenta porque é divertido estarmos juntos. A nossa vida era chegar às 09.00 à TVI, estar lá até ao final do programa, tirar fotografias com o público, chegar a casa às 22.30 e ainda dar uma vista de olhos nas notícias para saber se apanhamos alguma coisa. Sei que os mineiros sofrem mais, mas isto é complicado. Sobretudo num trabalho criativo, que implica ter a cabeça fresca para o dia seguinte. Fazer isto com uma equipa que se dá mal seria mais complicado", conta ao DN o humorista.
Sobre as figuras da política que recebeu em estúdio, entre eles os líderes dos partidos parlamentares - à exceção de Passos Coelho -, conta: "Os convidados iam, sem dúvida, mais bem preparados do que eu. Fala-se no programa como uma mistura de informação com entretenimento, e não tenho intenção de me defender dessa acusação - até porque não há nada para me defender -, mas as perguntas que nós fazemos àquelas pessoas são questões políticas. Podem dar vontade de rir, é esse o objetivo - serem uma piada com um ponto de interrogação no fim -, mas ninguém vai lá para responder a perguntas como "Quais são os seus hobbies?" ou "Como é que se chama o seu gato?". Nesse sentido, parece-me que, às vezes, há noticiários sérios que fazem mais entretenimento do que nós", refere Araújo Pereira.
O comediante de 41 anos destaca ainda dois convidados. "O ministro Poiares Maduro é um homem inteligente e isso nota-se muito. É muito evidente que é um senhor que é esperto. E também o professor Marcelo. A TVI, está, basicamente, tramada. É muito difícil substituir o professor Marcelo. Com ele, era ligar a câmara e deixá-lo falar. É um espetáculo bastante exuberante", diz.
Questionado sobre se aceitaria um convite da TVI para preencher o espaço de comentários deixado vago pelo candidato presidencial há quase duas semanas, aos domingos à noite, o humorista é peremptório: "Não poderia fazê-lo. Está fora de questão. O professor Marcelo era um comentador político, o que eu faço é comentário humorístico, o que é bastante diferente", atira.
Quanto ao futuro dos Gato Fedorento no pequeno ecrã, ainda não há certezas. "Nós continuamos com o interesse da TVI para prosseguirmos, mas nesta fase temos que descansar um bocadinho", explica o humorista, não confirmando se Isso É Tudo Muito Bonito, mas... poderá regressar no início do ano, para acompanhar as presidenciais. "Vamos ver. Nos EUA, um formato deste tipo passa de segunda a quinta-feira, dura 20 minutos e tem uma equipa de cem pessoas. Nós éramos três a escrever, também fazíamos a pesquisa e tínhamos três estagiários da TVI que nos ajudavam, mais o Vítor Moura Pinto, e ainda um produtor. É muito exigente. Não vamos pensar nas presidenciais. Temos tempo. O essencial é que foi ótimo", acrescenta o rosto do quarteto humorístico, que esteve ontem na apresentação dos menus dos chefs Justa Nobra, Kiko, Luís Barradas e Vítor Sobral para a 1.ª edição do Jantar do Ano, que decorre a 7 de novembro no Convento do Beato.

16 de outubro de 2015

Quintela comenta os temas mais atuais em 'Espírito de Escada'.

José Diogo Quintela estreia-se, já este sábado, como novo reforço de opinião do Correio da Manhã, com a página ‘Espírito de Escada’. É aqui que, todas as semanas, e sempre aos sábados, o ‘Gato Fedorento’ abordará os mais variados temas da atualidade, com o sentido de humor que o caracteriza e que é bem conhecido do público português. 

"Não sei nada sobre muitos temas, portanto posso escolhê-los à vontade. Posso falar ignorantemente sobre política, futebol, sociedade, redes sociais, crime, estrangeiro, nacional… o que quiserem. Eu não sei nada, portanto...", garante ao CM o humorista de 38 anos, que escreve artigos de opinião na imprensa há mais de dez anos. 

"Gosto da liberdade total para escolher os temas e a maneira como os abordo e também o facto de trabalhar sozinho. Porque todo o meu trabalho tem sido feito em conjunto. Nos ‘Gato Fedorento’, somos quatro, e isso é ótimo. Gosto muito de trabalhar em conjunto. Mas a crónica e a opinião permitem-me um espaço só meu, onde não tenho de aturar os benfiquistas", sublinha José Diogo Quintela, que admite "disfarçar a ignorância tentando que tenha graça". "Tenho passado a vida a fazer isso e acho que vou continuar", conclui o humorista, que se junta agora à equipa de opinião do CM.




11 de outubro de 2015


O último programa de Isso É Tudo Muito Bonito, Mas foi «O Regabofe Final» que juntou quatro jornalistas como convidados. Ricardo Costa, diretor do Expresso, Sérgio Figueiredo, diretor de informação da TVI, José Manuel Fernandes, publisher do Observador, e Vítor Gonçalves, diretor adjunto de informação da RTP foram interrogados e pelos três humoristas durante os 23 minutos de emissão.
Ricardo Araújo Pereira, Miguel Góis e José Diogo Quintela fizeram questão de frisar o «ótimo trabalho» do diretor de informação da TVI, que respondeu a todos as questões com grande sentido de humor. No entanto, os Gato Fedorento não deixaram de provocar o seu próprio chefe com algumas perguntas. «Isto de meter entretenimento no meio da informação não é deontologicamente duvidoso? Quer dizer estar a meter uma coisa pura e séria, como o entretenimento, no meio da sujeira que é a informação?» e «É verdade que este programa foi uma imposição de José Alberto Carvalho para poder ir à casa-de-banho no meio do telejornal?» foram algumas das questões colocadas a Sérgio Figueiredo.
O responsável pela informação da estação da Media Capital respondeu à letra aos entrevistadores e continuou com o sentido de humor bem apurado. «Continuam a dececionar me. É  muito pretensiosismo da vossa parte acharem que entretêm as pessoas. Já vos disse que tentámos dar-vos uma carreira de jornalismo que vocês não agarraram [essa oportunidade]», admite. Por outro lado, ficou o convite para o trio [ou quarteto] voltar a Queluz de Baixo já em janeiro para a campanha eleitoral a Belém. «Temos outras eleições à beira e se quiserem podem agarrar pela segunda vez a oportunidade que vos foi dada pela direção de informação», interpôs Sérgio Figueiredo.

2 de outubro de 2015

Humorista é um dos apoiantes do manifesto de apoio do partido, que quer “agitar as águas estagnadas da política portuguesa”



São 37 artistas, intelectuais e investigadores. Todos assinam o manifesto divulgado, esta quinta-feira, pelo partido Livre/Tempo de Avançar, na sua página do Facebook. Entre eles, está o humorista Ricardo Araújo Pereira.
"O partido de Rui Tavares e Ana Drago quer “agitar as águas estagnadas da política portuguesa”, quer mudar “a vida política e cívica nacional”. Contra a austeridade, apelam ao voto no Livre/Tempo de avançar porque “não se resignam a um mal menor”. 

Mais do que o país se livrar “da direita radical” que governa, o partido também não esquece do PS e alerta que “não chega uma austeridade moderada. Recusamos a continuação, mesmo que mais lenta, da decadência do país e da democracia”. 

"Uma democracia, dizem, que “precisa de se reinventar para respirar”. Para Rui Tavares e Ana Drago, os rostos do partido, “é tempo da política e da cidadania serem mais exigentes. De salvar a democracia para que a democracia nos salve a nós”.

E eles não estão sozinhos. O humorista que, até agora, não se tinha posicionado em relação às legislativas do próximo domingo, 4 de outubro, é um dos nomes mais conhecidos. Mas não é o único. 

Os atores André Gago e São José Lapa também assinam o manifesto. Na música encontramos, por exemplo, os nomes de Carlão (Carlos Nobre Neves), Cristina Branco e JP Simões. O médico psiquiatra Júlio Machado Vaz também não precisa de apresentações, tal como o escritor Jacinto Lucas Pires. 


26 de setembro de 2015

José Diogo vai assinar, aos sábados, uma página de opinião.




Correio da Manhã – Escreve opinião em jornais há mais de dez anos. O que gosta mais neste exercício?

José Diogo Quintela – Gosto de duas coisas. A liberdade total para escolher os temas e a maneira como os abordo e também o facto de trabalhar sozinho. Todo o meu trabalho tem sido feito em conjunto. Nos Gato Fedorento somos quatro e isso é ótimo. Mas a crónica e a opinião permitem-me um espaço só meu, em que não tenho de aturar os benfiquistas [risos]. 

E agora o CM, como se sente por reforçar esta equipa? 

Sinto-me muito bem. Estou muito curioso para ver como é escrever para tanta gente. Os outros jornais em que escrevi tinham tiragens mais baixas e o CM é o jornal português de maior tiragem, vou chegar a gente que provavelmente nunca ouviu falar de mim, nunca me leu, portanto há mais gente para forrar o caixote do lixo com as minhas crónicas. 

1,2 milhões de leitores… 

Está-me a assustar agora... 

É leitor do CM?

Sou. Faz parte do meu trabalho ler todos os jornais e o CM é um jornal obrigatório. 

Como é que recebeu o convite para começar a escrever no CM? 

A princípio achei que não devia ser comigo que queriam falar. Encarei bem e com muito gosto. Chegámos rapidamente a acordo. Foi uma resposta rápida e fácil. 

Vai escrever para as edições de sábado [primeiro texto será publicado a 17 de outubro].  Algum gosto particular em publicar ao fim de semana? 

Não, calhou. O que me vai dar um grande gozo no Correio da Manhã é poder escrever para o dia seguinte, que era uma coisa que não podia fazer antigamente. Agora, num jornal diário, posso escrever até à última e comentar temas mais atuais e isso agrada-me muito. 

E que temas podemos esperar ver abordados nas suas crónicas? 

Todos. Eu não sei nada sobre muitos temas, portanto posso escolhê-los à vontade. Posso falar ignorantemente sobre política, futebol, sociedade, redes sociais, crime, internacional, nacional. 

E em termos de conteúdos?

Ui… É melhor não esperarem muita coisa… Mas não sou a melhor pessoa para caracterizar o conteúdo daquilo que escrevo... Mas vamos ter humor, textos mais sérios, de análise… Não, eu disfarço a ignorância tentando que tenha graça. Tenho passado a vida a fazer isso e acho que vou continuar.

22 de setembro de 2015

Começaram por escrever para os outros mas rapidamente passaram a personagens principais. 



Quando apareceram, em 2003, as grelhas de humor televisivo eram disputadas entre “Os Malucos do Riso” na SIC, “Os Batanetes” na TVI e, na RTP, as piadas resumiam-se às de Fernando Mendes, que apresentava o então acabado de estrear “Preço Certo”. Estavam reunidas as condições para arriscar em algo diferente do que até à altura tinha sido feito e, ainda numa era sem YouTube, Facebook ou Instagram, a SIC Radical era aquilo que se pode chamar de palco para novos talentos.

E agora? As aparições televisivas dos quatro enquanto grupo de humor têm sido cada vez mais escassas nos últimos anos. Desde 2009, quando “esmiuçaram os sufrágios” para as eleições desse ano, surgiram apenas nos dez minutos que a SIC dedicou a um programa especial a que deu o nome de “A Solução”. O programa não foi além do quinto lugar na tabela de audiências, longe do sucesso de alguns dos episódios do “Esmiúça os Sufrágios”, que lideravam quase sempre as preferências dos portugueses.Ricardo Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela foram convidados para fazerem sketches humorísticos no programa “O Perfeito Anormal”, apresentado por Fernando Alvim. “Fui o Júlio Isidro destes dois gatos”, brinca Alvim, que mesmo numa catadupa de piadas não deixa de lhes elogiar o “imenso talento”. 

Apesar de o convite ter sido feito só aos dois, os Gato já eram quatro há algum tempo. Com Tiago Dores e Miguel Góis, assinavam um blogue “com opiniões, nenhuma das quais quase devidamente fundamentadas”, pode ainda ler-se na descrição do que sobra desta página com domínio blogspot. Além disso, o quarteto trabalhava já nas Produções Fictícias a escrever textos para programas do Herman José.

O sucesso das piadas escritas na internet e da interpretação de Ricardo e Zé Diogo na televisão não deixou Francisco Penin, o então director da SIC Radical, indiferente, avançando com um convite para um programa independente.

Fonseca foi o apelido escolhido para a primeira série, à qual se seguiram a Meireles, a Barbosa e a Lopes da Silva. Quando no Natal de 2004 foi lançado um DVD com a primeira temporada, tornou-se automaticamente n.o 1 no top nacional de vendas

Por incompatibilidades com a SIC, que exibiu alguns episódios no canal generalista, o final das temporadas foi já feito na RTP, canal onde decidiram arriscar num novo formato, o talk show. Mais uma vez com ideias fora da caixa, os Gato Fedorento desviaram-se do convencional e fizeram do “Diz que é uma espécie de magazine” um sucesso tal que teve honras de emissão em directo do Pavilhão Atlântico, na passagem de ano de 2007/08, mesmo quando a cabeça dos quatro humoristas estava a passar de 1984 para 85.

Depois de uma ausência prolongada, bastou dar o regresso dos Gato como certo para que começasse o burburinho de quem espera ansiosamente por novas piadas, mas com o humor de sempre. Apesar da expectativa, o “Isto é tudo muito bonito, mas”, que passa durante o “Jornal das 8” da TVI, não tem vindo a traduzir-se numa vitória nas audiências e a estreia, que contou com Jerónimo de Sousa na cadeira de entrevistado, ficou-se pelo sétimo lugar do top.
Eduardo Cintra Torres não poupa críticas ao formato escolhido para o regresso. O crítico de televisão acredita que o programa “denota o desgaste” do grupo. “Já não há a mesma graça, empatia ou ingenuidade de outros tempos.” 
Alheio às críticas está Zé Diogo Quintela, o único dos Gato a falar com o i, aproveitando um dos poucos intervalos das gravações do programa. “Não tenho tido tempo de procurar reacções. Todo o tempo que passo acordado é a trabalhar neste programa.” 

Não se desiludam os fãs que esperavam uma série de piadas a sair da boca (ou das teclas) de Zé Diogo. À segunda pergunta, desmancha-se a seriedade. “Se ainda sentimos o mesmo gozo a trabalhar juntos? Não, isso seria pouco higiénico.”

Se Cintra Torres não hesita em pôr um fim ao grupo, “até porque na prática basta ver que são só três [Tiago Dores não participa neste programa] e já não usam o nome ‘Gato Fedorento’”, Zé Diogo prefere trocar o ponto final por vírgula e, apesar de admitir que “se falta um, não é Gato Fedorento”, garante que o Tiago não saiu do grupo, apenas não está neste programa. 

Do lado optimista do humor – haverá outro? – está Pedro Boucherie Mendes que, apesar da esperança no humor do futuro, não deixa de classificar os Gato Fedorento como “fenómeno irrepetível”. O actual director da SIC Radical acredita que, se daqui a 200 anos se escrever uma enciclopédia sobre a comédia em Portugal, é inevitável que os Gato estejam lá. É esperar para ver.



21 de setembro de 2015

Como já devem ter reparado, não tenho colocado muita coisa acerca do programa. Não coloco pelo simples facto dos vídeos não darem para incorporar no blog e como também não tenho muita disponibilidade como já referi na nossa página do Facebook não tenho forma de os colocar aqui. Deste modo deixarei-vos o Facebook do programa onde podem seguir na integra, tudo que acontece como também a nossa página para ficarem mais informados! Obrigado pela vossa atenção e compreensão! ;)

Facebook do programa: https://www.facebook.com/issoetudomuitobonitomas

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19 de setembro de 2015

Passos Coelho perdeu a oportunidade de falar a mais de um milhão de telespectadores. Ir aos Gato é sinónimo de boas audiências.


É essencialmente divertido e chega-se a uma audiência diferente, num registo também diferente. Com pitadas de auto-ironia. É assim que entre os partidos parlamentares se assume a presença no programa em que a política é sentada no banco do humor. Isto é tudo muito bonito, mas (assim se chama o programa) marca o regresso dos Gato Fedorento à televisão, num formato em que Ricardo Araújo Pereira, José Diogo Quintela e Miguel Góis voltam a esmiuçar os dias de campanha. De fora ficou Pedro Passos Coelho, o único a recusar-se a participar.
Há uma fraca tradição de late night shows na televisão portuguesa, sobretudo no campo do humor - nos EUA, os programas multiplicam-se e são diários, não se reservam apenas para momentos eleitorais, como por cá: em 2009, os mesmos protagonistas registaram as peripécias da campanha em Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Talvez por isso, os políticos acabem por não ficar tão à vontade no fato que lhes vestem.

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